- A História
- O Eucalipto e a Água
- O Eucalipto e o Solo
- O Eucalipto, a Fauna e a Flora
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Os primeiros eucaliptos chegaram ao Brasil por volta de 1825, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, como planta ornamental. Mais tarde, em 1868, passou a ser plantado no Rio Grande do Sul para lenha e quebra-ventos.
A eucaliptocultura propriamente dita começou no início do século 20. Seu pioneiro foi Edmundo Navarro de Andrade, diretor do Serviço Florestal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que, após intensas pesquisas com várias espécies, optou pelo eucalipto para a produção de dormentes e, principalmente, de lenha para alimentar a caldeira das locomotivas a vapor utilizadas na época.
No fim da década de 1930, o eucalipto já era plantado em escala e começava a ser utilizado como combustível na indústria siderúrgica e como lenha para os fogões domésticos – o fogão a gás liquefeito de petróleo (GLP) só começou a se popularizar no Brasil no pós-guerra, no fim dos anos 1940. |
Aos poucos, o eucalipto foi conquistando espaço como alternativa energética, reduzindo a pressão sobre as florestas nativas, já muito destruídas pelo avanço da agricultura e da exploração madereira.
Até os anos 1960, estima-se que a área plantada era de aproximadamente 400 mil hectares. A partir daí, o quadro mudou radicalmente.
Em 1966, o governo brasileiro lançou um programa de incentivos fiscais para estimular o reflorestamento, principalmente de eucaliptos e pinus. As áreas de plantio se multiplicaram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, na época praticamente já destituídas de cobertura florestal natural.
Menos de dez anos depois, em 1973, um relatório da FAO indicava que a área plantada com eucaliptos no Brasil era a maior do mundo, mais de 1 milhão de hectares, mais do que o dobro da área plantada pelo segundo colocado, a Índia.
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A folhagem ou copa do eucalipto retém menos água de chuva do que as árvores das florestas tropicais, mais densas. Nessas florestas, boa parte da água é retida nas copas das árvores, evaporando-se para a atmosfera.
As raízes do eucalipto não ultrapassam 2,5 metros de profundidade e não alcançam os lençóis freáticos, quase sempre localizados em profundidades bem maiores.
A maior parte da água absorvida durante o crescimento das árvores é proveniente da camada superficial do solo, alimentado pela chuva.
Além disso, sua eficiência no aproveitamento da água garante maior produtividade quando comparado a outras culturas agrícolas – ou seja, o eucalipto produz mais matéria por quantidade de água absorvida. |
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O eucalipto possui um sistema radicular formado por uma raiz central e uma extensa rede de raízes secundárias, que produzem efeitos benéficos sobre o solo: deixa-o mais estruturado, aumenta a capacidade de armazenamento de água, de drenagem e de aeração. Esse sistema radicular tende a trazer os nutrientes mais para a superfície do solo.
Essa característica, aliada às técnicas de manejo, como a de cultivo mínimo, promove intensa incorporação de matéria orgânica aos terrenos – como folhas, cascas e raízes, ajudando a recuperar sua fertilidade.
Os nutrientes utilizados pelo eucalipto são repostos pela decomposição dessa matéria orgânica e também por meio de adubação. A conservação dos solos contribui para a melhoria da qualidade dos recursos hídricos. |
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O plantio de eucalipto convive com inúmeras espécies da fauna e da flora brasileiras, interagindo amigavelmente com outras plantas em seu sub-bosque e proporcionando o abrigo e o alimento necessário a diferentes espécies da fauna.
A legislação ambiental brasileira exige que pelo menos 20% das propriedades sejam destinadas à preservação da vegetação nativa, além das áreas de mananciais.
O plantio em talhões não muito extensos, intercalados por áreas de preservação da vegetação nativa, e a interligação dessas áreas criam corredores ecológicos de grande extensão por onde a fauna nativa pode circular livremente e se reproduzir. |
O plantio de eucalipto também pode ser consorciado com outras culturas agrícolas e pastoris, como vem ocorrendo em projetos de fomento florestal mantido por diversas empresas, promovendo a diversificação da produção, dinamizando a economia e gerando emprego e renda para moradores das comunidades de suas áreas de influência.
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